sábado, 29 de março de 2008

Soneto do Pouco

Mulher, é veraneia a luz de minha espera
que passado outono não esqueceria tuas coores
E nem o inverno frio e sem sabores
Me isentaria de lhe reter na primavera

Mas ingrata a estação das cores e sabores porém
Quão contrastante é o tempo e intensidade
Pois enquanto intensamente me fizeste tão bem
É também sutilmente curto o tempo desta realidade

Mas te adoro Mulher, mesmo assim
Não pense que ao curto tempo, tanto reclamo
Se o fizesse seria um poeta louco

Enquanto é grande a poesia que plantou em mim
Em que qualquer simplicidade é llinda, e logo esclamo!
Que é delicioso se apixonar mesmo te tendo tão pouco

André Martins
29/03/2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Soneto de um Vento a uma Flor

Andando Morros, mares, matas, e vales
Canto em frestas, corro em campos abertos
Antes que tu tão delicada me cale
Antes que novamente me parem teus sutis afetos

Antes que enfim me imobilize o fato forte
Da realidade de ao teu redor ficar
Quero assim poder antes tua pele em poros tocar
E instantaneamente levar-te ao Sul, Leste, Oeste e Norte

Pois sou um homem de ventos mulher de flor
Que voa a vontade sem ter para onde
E minha vontade te quer com tanto ardor

Que o querer voar atualmente se esconde
Na delícia que é tua doçura, teu sabor
No Azedume que é estar de tuas pétalas longe

André Martins

domingo, 23 de março de 2008

Para Tua Crença

Acredite amada amiga
neste teu amor que está por vir
pois o credo que em mim te faz sorrir
ao mundo é anti quadro a moda é coisa antiga

Receita ruim que não faz mais sucesso
Que traz amor e paixão coisinhas ultrapassadas
Mas como velho e também amigo te peço
Que aguarde no futuro tua linda pessoa amada

E aqui estou para provar que existe
E o nosso amor sincero, é o meu último apelo
De que não é melhor ser um moderno triste

Mas um apaixonado, sem vergonha e zelo
Que a vida de Maneira inigualável assiste
Que é lindo simplesmente por não ser o modelo

André Martins
8/03/2008