sábado, 29 de março de 2008

Soneto do Pouco

Mulher, é veraneia a luz de minha espera
que passado outono não esqueceria tuas coores
E nem o inverno frio e sem sabores
Me isentaria de lhe reter na primavera

Mas ingrata a estação das cores e sabores porém
Quão contrastante é o tempo e intensidade
Pois enquanto intensamente me fizeste tão bem
É também sutilmente curto o tempo desta realidade

Mas te adoro Mulher, mesmo assim
Não pense que ao curto tempo, tanto reclamo
Se o fizesse seria um poeta louco

Enquanto é grande a poesia que plantou em mim
Em que qualquer simplicidade é llinda, e logo esclamo!
Que é delicioso se apixonar mesmo te tendo tão pouco

André Martins
29/03/2008

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