Mulher que transborda liberdade
Que mais parece um passaro em verdade
Me preenche o teu cantar
Quando sutilmente ao encantar
Enche de bela clareza, o meu pensar e sentir
E os esquecidos escuros cantos
Onde se escondiam meus internos prantos
Responda-me, como respondes questionamentos tantos
Com mais questionamentos porém...?
Como a cada segundo se faz ineditamente tão linda?
Por que só brota em mim o sem fim, o mais ainda?
Tantas perguntas que não se calam
E que extinguiram certezas bobas, que silenciaram...
Como te guardo tão grande dentro de mim
Em trocentos tempos de solidão despercebida?
O que faço eu com relógios que mal funcionam depois de tua ida?
Meu Deus que tanto alarde a todo instante
Nessa minha necessidade, de ser mais e mais amante
Depois de tua alma, se apagou o meu breu, pássaro cantante
Das minhas fomes melódicas
Como expulsaste os cotidianos e fúteis raciocínios
E o tolo fascínio da inúteis e mensuráveis lógicas?
Como és a poesia que o silêncio não traduz?
Como às retinas és o emplasto para os dias cinzas
Colores o transparente e o invisível, como?
Como brincas de fazer do sério o risível?
Transformas o ontem em boa lembrança
E o amanhã numa constante sonhada esperança, responda!?
Diga-me como se faz do hoje
Um momentaneamente paradoxal presente eterno?
Ah esses teus presentes Mulher, Tua vida na minha vida
Este ter-te em permanência, mesmo ausente
Tuas curiosas existências em mim são terra, água e ar
Servem de vidas para tantos dilemas
Mas nada disso se reponde, se é útil de repente
Se não tenho-te oh gloriosa e encantante semente
Que da fruto enquanto planta
Liberdade enquanto pássaro que canta
A esses meus, nossos, tão teus poemas.
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Soneto do Primaveril
Deixaste a boca aqui, em alarde
Com beijos a dar, inutilmente guardados
Para um depois que já se fez tão tarde
Que os tristes lábios, já estão fechados
Fizeste do vício ao doce, uma amargura
Quando partiu sem mim em tua viagem
De uma imponente alma, forte em ternura
Um corpo de metade, isento de coragem
Foste antes de minha hora mulher
Por opção única, do tempo
Sei que culpa não tivera
E assim... voltarás, num surpreendente instante
Encontrará no inverno, um homem de primavera
Por não mais viver aqui teu veraneio amante
Com beijos a dar, inutilmente guardados
Para um depois que já se fez tão tarde
Que os tristes lábios, já estão fechados
Fizeste do vício ao doce, uma amargura
Quando partiu sem mim em tua viagem
De uma imponente alma, forte em ternura
Um corpo de metade, isento de coragem
Foste antes de minha hora mulher
Por opção única, do tempo
Sei que culpa não tivera
E assim... voltarás, num surpreendente instante
Encontrará no inverno, um homem de primavera
Por não mais viver aqui teu veraneio amante
terça-feira, 20 de maio de 2008
Soneto à minha Artista
Pensando sons, compuseram-te linda
Feita com notas de valor imensurável
Uma agradável musicada, de melodia sutilmente amável
Mas tal labuta árdua era pouco ainda
Pintaram-te em pele, fraffit e tela
E mesmo em bronze ou sabão, como escultura
Na busca de homenagear tua rara estrutura
Só conseguiram em parte, reproduzir-te naturalmente bela
És incopiável mulher, e são tantos tentativos
Que te querem numa só... és mista
Composta de compostos complexos, simples e ativos
Que tornam-te interessante, mesmo a milionésima vista
Que fazem do poeta amante por eternos motivos
Pois bem maior que a arte, é meu insapirar, és minha artista
Feita com notas de valor imensurável
Uma agradável musicada, de melodia sutilmente amável
Mas tal labuta árdua era pouco ainda
Pintaram-te em pele, fraffit e tela
E mesmo em bronze ou sabão, como escultura
Na busca de homenagear tua rara estrutura
Só conseguiram em parte, reproduzir-te naturalmente bela
És incopiável mulher, e são tantos tentativos
Que te querem numa só... és mista
Composta de compostos complexos, simples e ativos
Que tornam-te interessante, mesmo a milionésima vista
Que fazem do poeta amante por eternos motivos
Pois bem maior que a arte, é meu insapirar, és minha artista
sábado, 17 de maio de 2008
Soneto da Feitiçeira
Ah feiticeira, de fictícios delírios
É quase má tua boa fé, grande pecado
Quão grande me tornou ousado
Que de olhos fechados, brinco em precipícios
E agora o inútil medo de sofrer morreu
E padeceu também a lógica, o pensar
Com o vício de deixar-me enfeitiçar
Pelo encanto do teu beijo que é tão meu
Ah alucinógeno, vestido de prazer e gosto
Reduto de vontades que alucina
É enorme o querer-te a cada instante
Ah viciante mulher que é da tristeza o oposto
Sou bruto e inconsciente, enquanto és tão menina
Que mesmo de equilíbrio ausente, melhor estou que antes
É quase má tua boa fé, grande pecado
Quão grande me tornou ousado
Que de olhos fechados, brinco em precipícios
E agora o inútil medo de sofrer morreu
E padeceu também a lógica, o pensar
Com o vício de deixar-me enfeitiçar
Pelo encanto do teu beijo que é tão meu
Ah alucinógeno, vestido de prazer e gosto
Reduto de vontades que alucina
É enorme o querer-te a cada instante
Ah viciante mulher que é da tristeza o oposto
Sou bruto e inconsciente, enquanto és tão menina
Que mesmo de equilíbrio ausente, melhor estou que antes
terça-feira, 13 de maio de 2008
Com Urgencia aos olhos teus, pela permanencia no teu coração!
Amigos, leitores meus que compatilham com o poeta, a constante vivência do que é sentir o sentimento arder mais que fogo à alma, e imobilizar muito mais que um gelo o corpo frente a pele em que "me derreto", segue um fragmento de um soneto do homem que transpareceu o mais lindo sentimento aos olhos do que lhes escreve, sabia pouco ele sobre mim, mas sabia mesmo assim que sentimento tamanho, ou maior que o prórpio que o fazia viver a procurar, e que sem querer terminei antes mesmo do fim por achar, e enfim... de forma "reservada" e resumida, quero que saiba Flor, Minha Laranja Flor de tons azuis precoces e lindos, desejo que saiba o quanto te quero e o quanto me desespero ao esperar teus abraços, carinhos, para me mostrar os caminhos de idas sem voltas em nossas viagens paradas em que minha alma de imopbilidade se solta, saiba Mulher, hoje é triste a lágrima que corre em tua face, mas tua tristeza, para mim, é coisa que se acabe, e que se mate de solidão, pois neste momento enfim te acompanhará a boa comapnhia de meu poeta coração, saiba mulher, quanto prazer aqui transbordo eu, enquanto tu Euridice e eu Orfeu, enquanto Julieta e eu Romeu, eu o saber Você Minerva, eu como Adão você de Eva, arroz feijão, o chá e a erva, Lisbela Prisioneiro, casais, comparsas, unidos todos de qualquer forma do mundo inteiro, seremos agora tu e eu sinônimos de felicidade!
E acaba de cair das pontas dos teus cilhos a última gota de amargura, e agora tua vida, a minha, a nossa será feita de abraços, de sorrisos e doçura!
"Distante a minha paixão, se me afigura
O sabor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrando uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento"
Vinicius de Moraes
E acaba de cair das pontas dos teus cilhos a última gota de amargura, e agora tua vida, a minha, a nossa será feita de abraços, de sorrisos e doçura!
"Distante a minha paixão, se me afigura
O sabor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrando uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento"
Vinicius de Moraes
sábado, 10 de maio de 2008
Doloroso Sonho
O Corpo dorme pós um dia a menos
E se despede da matéria dura
Me transportaram pra outra criatura
Pra um sonho doido onde juntos nos vemos
E vem vestida de nuvens e cabelos
E só com pensamentos, sem dizer nada
Promete realizar como uma fada
Meus mais surreais apelos
Triste então, retomo a consciência
Tais promessas nunca ouvi em verdade
Sabido então, das não realidades
Perdido estava naquela curta existência
Não tendo mais um sonho a perder
Me arrisco, tolo numa atitude fugaz
Dou passo a frente, quero sentir-te mais
Olhar-te os olhos, e me comprometer
Estou disposto a tocar tua pele
E me perder numa ilusão maior
Que é bem cheirosa, macia e gostosa
E que as minhas dores, agora já fere
Mas ao chegar pertinho da tua boca,
Fácil pressuponho...
Que já estou prestes a acordar de ti
Não pelo sol que vem raiando ali
Mas por estar eu, no melhor do sonho
E se despede da matéria dura
Me transportaram pra outra criatura
Pra um sonho doido onde juntos nos vemos
E vem vestida de nuvens e cabelos
E só com pensamentos, sem dizer nada
Promete realizar como uma fada
Meus mais surreais apelos
Triste então, retomo a consciência
Tais promessas nunca ouvi em verdade
Sabido então, das não realidades
Perdido estava naquela curta existência
Não tendo mais um sonho a perder
Me arrisco, tolo numa atitude fugaz
Dou passo a frente, quero sentir-te mais
Olhar-te os olhos, e me comprometer
Estou disposto a tocar tua pele
E me perder numa ilusão maior
Que é bem cheirosa, macia e gostosa
E que as minhas dores, agora já fere
Mas ao chegar pertinho da tua boca,
Fácil pressuponho...
Que já estou prestes a acordar de ti
Não pelo sol que vem raiando ali
Mas por estar eu, no melhor do sonho
Febre, a de reter-te, ou Febre a derreter-me
Ter-te mulher, menina que me quer
quero menos querer-te, mas não consigo deter-me
é ilimitadamente crescente, o coração que te dei
é infinito o sentimento que guardei por pacientes dias
dias que mais pareciam anos,
longos anos eternos de muitas agonias
quero reter-te, menina que se quer cada vez mais
e derreter-me
quero que teus dias ao meu lado sejam anos
anos sem tempo, por sentimentos não mensuráveis
quero dois corpos isentos da separação
contidos apenas de encantos
Só de paixão
Não mais de prantos
Sempre mutáveis
quero paixões contigo mulher
Quero um abrigo, nesse teu corpo que me quer
Quero inviáveis sonhos em nossas realidades
Desejo realizações às nossas vontades
Eu te quero mulher
Minha menina, mulher
Em mim só vivem esses desejos
Não existe outra cura para minha febre
E aqui longe de ti, esse corpo agoniza
E se derrete, e quer reter-te em tantos beijos
Pois assim distante de ti
Minha vida é pouca, fútil e mais breve
quero menos querer-te, mas não consigo deter-me
é ilimitadamente crescente, o coração que te dei
é infinito o sentimento que guardei por pacientes dias
dias que mais pareciam anos,
longos anos eternos de muitas agonias
quero reter-te, menina que se quer cada vez mais
e derreter-me
quero que teus dias ao meu lado sejam anos
anos sem tempo, por sentimentos não mensuráveis
quero dois corpos isentos da separação
contidos apenas de encantos
Só de paixão
Não mais de prantos
Sempre mutáveis
quero paixões contigo mulher
Quero um abrigo, nesse teu corpo que me quer
Quero inviáveis sonhos em nossas realidades
Desejo realizações às nossas vontades
Eu te quero mulher
Minha menina, mulher
Em mim só vivem esses desejos
Não existe outra cura para minha febre
E aqui longe de ti, esse corpo agoniza
E se derrete, e quer reter-te em tantos beijos
Pois assim distante de ti
Minha vida é pouca, fútil e mais breve
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Soneto do Azul
Sou anil, turquesa, bebê
Marinho, escuro ou claro
Se numa pedra preciosa, caro
Sou do elemento para se beber
Já sou mais teu, que meu
E sem ti não sou mais cor
Sem graça, assim sem sabor
Um mar de imensidão um breu
Que não colore, é opaco, quase horrível
Já um tom ultrapassado sem razão de ser
Contigo... sou forte, brilhante, impassível
E mesmo audível, quando me chamam de blues
Para que em sentidos tantos, eu possa aparecer
Pra que me sinta toda, em vários tons de azuis
Marinho, escuro ou claro
Se numa pedra preciosa, caro
Sou do elemento para se beber
Já sou mais teu, que meu
E sem ti não sou mais cor
Sem graça, assim sem sabor
Um mar de imensidão um breu
Que não colore, é opaco, quase horrível
Já um tom ultrapassado sem razão de ser
Contigo... sou forte, brilhante, impassível
E mesmo audível, quando me chamam de blues
Para que em sentidos tantos, eu possa aparecer
Pra que me sinta toda, em vários tons de azuis
Soneto do Transbordante
É terna a inspiração que me provocas
E não conte-la, é um prazer imenso
Enquanto ter-te, faz de incomum meu senso
Ao derreter minh’alma, quando sutil me tocas
E aquece o sangue, a pele, a alma
Que apaixonar-se, é fato eminente
Pois o teu corpo em presença, já trasbordantemente
Instiga o todo, e ao mesmo todo acalma
E sob tuas macias palmas, viciantemente ternas
Se refez poeta, um homem puro
Que antes do fim te quer eterna
Isenta de prantos, rica de sorrisos tantos
Que me iluminem mesmo enquanto triste escuro
Pois és felicidade, Delícia... és meu encanto
E não conte-la, é um prazer imenso
Enquanto ter-te, faz de incomum meu senso
Ao derreter minh’alma, quando sutil me tocas
E aquece o sangue, a pele, a alma
Que apaixonar-se, é fato eminente
Pois o teu corpo em presença, já trasbordantemente
Instiga o todo, e ao mesmo todo acalma
E sob tuas macias palmas, viciantemente ternas
Se refez poeta, um homem puro
Que antes do fim te quer eterna
Isenta de prantos, rica de sorrisos tantos
Que me iluminem mesmo enquanto triste escuro
Pois és felicidade, Delícia... és meu encanto
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Soneto do Beija-Flor
Muitas poderia beijar
Com pouco sucesso ou nenhum
Perdendo meu tempo ao voar
Aos lados, pra lugar algum
Conheceria lindas, coloridas e cheirosas
E até num momento arriscado
Por perigosos espinhos cercados
Ousaria beijar umas rosas
Mas tolo e inútil, esforço do voar meu
Arriscar-me com outras quaisquer
Que me dessem paixões sem valor
Pois quero enfim, no corpo teu teu
Encontrar-te, minha flor mulher
Que do beijo, vicia o sabor
Com pouco sucesso ou nenhum
Perdendo meu tempo ao voar
Aos lados, pra lugar algum
Conheceria lindas, coloridas e cheirosas
E até num momento arriscado
Por perigosos espinhos cercados
Ousaria beijar umas rosas
Mas tolo e inútil, esforço do voar meu
Arriscar-me com outras quaisquer
Que me dessem paixões sem valor
Pois quero enfim, no corpo teu teu
Encontrar-te, minha flor mulher
Que do beijo, vicia o sabor
sábado, 3 de maio de 2008
À Mulher-flor rubra e laranja
Soneto resposta à flor de cores quentes, mais surpeendentes da minha vida!
Oh flor, de cor rubra e laranja
Já é doce a ação do vento
Que corria em vão, e agora é lento
Pela tua poesia, que tanta beleza me esbanja
E que não é “quase”, não, é como flor
E assim... ainda se mostrou humildemente
Completiva de vazios, em mim igualmente
E sutilmente estagnando o vento com o doce sabor
Da seiva que te escorre, constante e amiúde
Nessa doçura que percorre teu o tão lindo ser
Que de tão belo me parece coisa fictícia
E enriquece a ilusão de um vento, com virtudes
E com a beleza das cores, contidas em você
Mulher, de cor rubra e laranja, oh linda Delicia!
André Martins (ou vento, rs)
Oh flor, de cor rubra e laranja
Já é doce a ação do vento
Que corria em vão, e agora é lento
Pela tua poesia, que tanta beleza me esbanja
E que não é “quase”, não, é como flor
E assim... ainda se mostrou humildemente
Completiva de vazios, em mim igualmente
E sutilmente estagnando o vento com o doce sabor
Da seiva que te escorre, constante e amiúde
Nessa doçura que percorre teu o tão lindo ser
Que de tão belo me parece coisa fictícia
E enriquece a ilusão de um vento, com virtudes
E com a beleza das cores, contidas em você
Mulher, de cor rubra e laranja, oh linda Delicia!
André Martins (ou vento, rs)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Sonetos de idas e Vindas
Boa Ida
É chegada a hora tristeza
o tempo de tua ida sem volta
o libertário instante de tua absoluta franqueza
E é pó a gaiola, em que a felicidade se solta
é chegada o tempo tristonha amargura
a última hora de minha espera sem fim
o instante de tua morte, pós minha tortura
de ver distante, quem estava dentro de mim
segue tristeza, segue o teu caminho
retoma a tua vida, sem mim e sem rumo
meu coração já não é mais teu ninho
me esquece tristeza e aceita tua morte
já se findou em mim o fraquejo, teu consumo
agora, a vida enfim de felicidade... é rica e forte
Bem vinda
Voa Alegria!
Voa e se espalha no ar
faz de qualquer vento melodia
me faz por ti se apaixonar
é hoje o dia , oh colorida formosura
esse é o instante da eternidade te abraçar
esquece tua prisão e me presenteia com fartura
me faz assim saber, como é bom te respirar
Pois fez-se pó tua gaiola, alegria
toma minha vida, nosso rumo é rico de belezas
me presenteia com tua doce companhia
pois quem te salvou, me fomenta
de prazeres se veste, não se suja em tristezas
de delícias se banha, e em vontades... me aumenta
André Martins
Rio de Janeiro 01/05/08
É chegada a hora tristeza
o tempo de tua ida sem volta
o libertário instante de tua absoluta franqueza
E é pó a gaiola, em que a felicidade se solta
é chegada o tempo tristonha amargura
a última hora de minha espera sem fim
o instante de tua morte, pós minha tortura
de ver distante, quem estava dentro de mim
segue tristeza, segue o teu caminho
retoma a tua vida, sem mim e sem rumo
meu coração já não é mais teu ninho
me esquece tristeza e aceita tua morte
já se findou em mim o fraquejo, teu consumo
agora, a vida enfim de felicidade... é rica e forte
Bem vinda
Voa Alegria!
Voa e se espalha no ar
faz de qualquer vento melodia
me faz por ti se apaixonar
é hoje o dia , oh colorida formosura
esse é o instante da eternidade te abraçar
esquece tua prisão e me presenteia com fartura
me faz assim saber, como é bom te respirar
Pois fez-se pó tua gaiola, alegria
toma minha vida, nosso rumo é rico de belezas
me presenteia com tua doce companhia
pois quem te salvou, me fomenta
de prazeres se veste, não se suja em tristezas
de delícias se banha, e em vontades... me aumenta
André Martins
Rio de Janeiro 01/05/08
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