sábado, 17 de maio de 2008

Soneto da Feitiçeira

Ah feiticeira, de fictícios delírios
É quase má tua boa fé, grande pecado
Quão grande me tornou ousado
Que de olhos fechados, brinco em precipícios

E agora o inútil medo de sofrer morreu
E padeceu também a lógica, o pensar
Com o vício de deixar-me enfeitiçar
Pelo encanto do teu beijo que é tão meu

Ah alucinógeno, vestido de prazer e gosto
Reduto de vontades que alucina
É enorme o querer-te a cada instante

Ah viciante mulher que é da tristeza o oposto
Sou bruto e inconsciente, enquanto és tão menina
Que mesmo de equilíbrio ausente, melhor estou que antes

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