quinta-feira, 27 de março de 2008

Soneto de um Vento a uma Flor

Andando Morros, mares, matas, e vales
Canto em frestas, corro em campos abertos
Antes que tu tão delicada me cale
Antes que novamente me parem teus sutis afetos

Antes que enfim me imobilize o fato forte
Da realidade de ao teu redor ficar
Quero assim poder antes tua pele em poros tocar
E instantaneamente levar-te ao Sul, Leste, Oeste e Norte

Pois sou um homem de ventos mulher de flor
Que voa a vontade sem ter para onde
E minha vontade te quer com tanto ardor

Que o querer voar atualmente se esconde
Na delícia que é tua doçura, teu sabor
No Azedume que é estar de tuas pétalas longe

André Martins

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