quinta-feira, 24 de abril de 2008

Soneto da Poesia

Chegaste sorrateira e gradativa
Como boa companhia, te via como amizade
Porém fizeste da matéria carne viva
Me apresentaste ao amor, paixão, a tristeza e a saudade

E Agora me inspirar sem respirar-te é vago
É tentar viver sem ser humano
Ser um qualquer sem emoção, um insano
Que sem razão estando, faz da Vida o estrago

E sou dependente de ti poesia
Já não sei acordar e dormir sem te ver
Não sei não te ter por um dia

Pois és mais em mim que eu mesmo
E enquanto transbordo de ti, sou pura alegria
E a melancolia sem ti, me faz fraco e esmo.

André Martins
Rio 20/04/2008

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