quarta-feira, 16 de abril de 2008

Soneto no Escuro

Chegando ao breu de tão escura minha vida
Nessa tua ausência que alimenta o meu sofrer
Já me esqueci de assim lembrar o que é viver
Ao enxergar com olhos tristes tua partida

E é ateu de tão descrente o meu sorrir
Na aparência refletida em espelhos tantos
Ao ver que a face tristemente, imersa em prantos
É triste somente, por ter te visto ir

E é assim mulher, que ao longe vive
Que cismo em ver luz no escuro meu
Quando somente me ilumina, o que em ti tive

Nessa imortal esperança de voltar aos braços teus
Ao lembrar diariamente de quanto iluminado estive
Para esquecer urgentemente a noite do teu adeus

André Martins
Rio14/03/2008

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