sábado, 10 de maio de 2008

Febre, a de reter-te, ou Febre a derreter-me

Ter-te mulher, menina que me quer
quero menos querer-te, mas não consigo deter-me
é ilimitadamente crescente, o coração que te dei
é infinito o sentimento que guardei por pacientes dias
dias que mais pareciam anos,
longos anos eternos de muitas agonias
quero reter-te, menina que se quer cada vez mais
e derreter-me
quero que teus dias ao meu lado sejam anos
anos sem tempo, por sentimentos não mensuráveis
quero dois corpos isentos da separação
contidos apenas de encantos
Só de paixão
Não mais de prantos
Sempre mutáveis
quero paixões contigo mulher
Quero um abrigo, nesse teu corpo que me quer
Quero inviáveis sonhos em nossas realidades
Desejo realizações às nossas vontades
Eu te quero mulher
Minha menina, mulher
Em mim só vivem esses desejos
Não existe outra cura para minha febre
E aqui longe de ti, esse corpo agoniza
E se derrete, e quer reter-te em tantos beijos
Pois assim distante de ti
Minha vida é pouca, fútil e mais breve

Um comentário:

cabelenta disse...

Queria comentar todos os versos destas poesias ............ mas inesperadamente emudecida fico, não sei, tento me recompor mas esta "febre, a de reter"-nos, quer dizer derreter-me ......... me conduz a uma outra atmosfera, cíclica e de ondas de pensamentos viciantes.
E me pego a analisar fusões de elementos derretidos, oxitocina, mostras olfativas, ponto de ônibus, possibilidades, temperatura de vento, vento, oxigênio, combustão, fogo, calor, energia, atrito ...