sábado, 3 de maio de 2008

À Mulher-flor rubra e laranja

Soneto resposta à flor de cores quentes, mais surpeendentes da minha vida!

Oh flor, de cor rubra e laranja
Já é doce a ação do vento
Que corria em vão, e agora é lento
Pela tua poesia, que tanta beleza me esbanja

E que não é “quase”, não, é como flor
E assim... ainda se mostrou humildemente
Completiva de vazios, em mim igualmente
E sutilmente estagnando o vento com o doce sabor

Da seiva que te escorre, constante e amiúde
Nessa doçura que percorre teu o tão lindo ser
Que de tão belo me parece coisa fictícia

E enriquece a ilusão de um vento, com virtudes
E com a beleza das cores, contidas em você
Mulher, de cor rubra e laranja, oh linda Delicia!

André Martins (ou vento, rs)

Um comentário:

cabelenta disse...

Hoje a flor derrete de tão flamejante ...
Reação direta ao vento cálido [e cada vez mais ... ] que lhe acende


"E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres [...]
MulatO, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo"